• Caroline Todeschini

Durante a quarentena, novas competências entraram para a lista de pré-requisitos que recrutadores buscam em um profissional —e elas vão muito além do diploma e do pacote Office.

Um levantamento global do Linkedin lançado na última segunda (17) mostra que as chamadas “soft skills”, ou competências comportamentais, são maioria entre as dez habilidades mais valorizadas por empregadores.

A mais citada foi comunicação. A lista ainda inclui capacidade de liderança, de aprendizado online e de resolução de problemas. O estudo analisou as exigências de cerca de 12 milhões de vagas disponíveis na plataforma em julho. “A pandemia tornou essas habilidades humanas tão necessárias que, mesmo quem não estava aberto a elas antes, agora terá que desenvolvê-las”, explica Vanessa Cepellos, professora de gestão de pessoas da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Para o diretor-geral do Linkedin para a América Latina, Milton Beck, as “soft skills” também ganham importância por causa das mudanças tecnológicas: “São competências mais difíceis de serem reproduzidas por uma máquina.”

AS HABILIDADES MAIS VALORIZADAS

  1. Comunicação

  2. Gestão de negócios

  3. Resolução de problemas

  4. Ciência de Dados

  5. Gestão de tecnologias de armazenamento de dados

  6. Suporte técnico

  7. Liderança

  8. Gerenciamento de Projetos

  9. Aprendizado online

  10. Aprendizagem e desenvolvimento de funcionários

Fonte: Linkedin Outro levantamento feito pela plataforma mostra que, no Brasil, 9 das 10 vagas mais anunciadas no site em julho são ligadas ao mundo digital, entre elas engenheiro de software e arquiteto de software.

Para Beck, o trabalho remoto fez com que a comunicação fosse mais valorizada pelos gestores. “As pessoas estão com os nervos à flor da pele. Ter canais de comunicação abertos ajuda a tirar preocupações”, afirma.

O distanciamento social ainda evidenciou a importância da aprendizagem online, que pela primeira vez entrou no ranking de características mais buscadas pelas empresas. “Tem a ver com a cultura de aprendizado contínuo. Não se pode relegar para o segundo plano”, diz ele.

Ensinar em casa Sofia Ferraz Dumke, 5, estudante da Escola de Educação Infantil Chapeuzinho Vermelho, em Schroeder (SC), não é fácil para a sua mãe, Fernanda Ferreira: "É corrido, mas a gente se dobra em quantas vezes for possível". Arquivo pessoal / Para Carolina Grokoski Proença, 15, estudante do 9º ano da Escola Maria Elisa de Oliveira, em São Miguel Arcanjo (SP), "estudar em casa é muito ruim por conta das distrações".

Segundo o diretor-geral do Linkedin, a capacidade de fazer um negócio funcionar e de resolver problemas também ganha peso em momentos de incerteza como os de agora. “Aprender a lidar com pessoas e a gerenciar projetos, ser objetivo, contornar adversidades, ter resiliência. É o conjunto de habilidades que culmina em uma pessoa capaz de resolver problemas”, diz Beck.

Outra característica já valorizada antes da pandemia, e que ganhou mais evidência, é a capacidade de liderar, que não deve se restringir às figuras de chefia nas empresas. “Um funcionário tem que liderar projetos, liderar clientes”, diz. “Uma pessoa pode exercer liderança sem ter ninguém abaixo dela”, completa.

A necessidade de exercitar essas competências chegou às companhias. Com a pandemia, a diretora de RH da construtora Tenda, Cristina Caresia, idealizou uma série de oficinas voluntárias focadas no desenvolvimento humano.

“O momento exigia competências comportamentais, habilidade para lidar com adversidade, capacidade de colaboração, empatia, e percebemos uma falta de traquejo”, afirma Caresia. “A pandemia funciona hoje como uma escola de ‘soft skills’”, afirma.

Para ela, que atua há mais de 20 anos em recursos humanos, os treinamentos comportamentais não são novidade. Mas a demanda ainda não chegou ao ensino formal

. “São habilidades que mesmo os jovens não aprenderam na escola, faculdade ou MBA. Hoje, é papel da empresa desenvolver”, afirma.


Fonte: Folha de São Paulo







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  • Caroline Todeschini

Sabia que você, seus colegas de trabalho, os grandes CEOs e o Harvey Specter, da série Suits, têm um grande desafio em comum? Todos precisam saber negociar.  Fazemos negociações diariamente, às vezes sem nem perceber. Seja com sua família, seus gestores ou até mesmo desconhecidos: quando nos relacionamos com outras pessoas estamos constantemente em negociação. Isso porque negociar trata de resolver diferenças, fazer acordos e encontrar soluções para todas as partes interessadas. E isso não se limita ao mundo dos negócios.  Não por acaso, o Fórum Mundial de Economia apontou a negociação como uma das 10 habilidades necessárias para o profissional do futuro. Afinal, quem tem a habilidade de negociar consegue vender suas ideias e argumentos, convencer as pessoas e chegar mais vezes ao sim.  Se você tem dúvidas sobre o que é negociação e como pode ser um grande diferencial entre profissionais de destaque, vamos mostrar como você pode impulsionar a sua carreira desenvolvendo essa habilidade. 

Afinal, o que é negociação?

Quem pensa que negociação é uma habilidade exclusiva para quem trabalha com vendas ou atua na área de negócios está bem enganado. Talvez mesmo sem perceber, você já viveu situações em que era preciso chegar a um resultado específico. Na apresentação de um projeto no trabalho, ou quando você precisa convencer algum familiar ou amigo sobre alguma coisa, a habilidade de negociação é essencial para alcançar aquilo que você quer.  Negociar nada mais é do que chegar a um acordo entre as partes interessadas, de uma maneira que todos saiam satisfeitos com o resultado. Por isso, quem sabe negociar consegue se posicionar e garantir que os seus objetivos sejam alcançados. 

Negociar não precisa ser um dom nato

Por mais que a negociação pareça natural em algumas pessoas, é uma habilidade que todo profissional pode (e deve) desenvolver - afinal, as pessoas buscam fazer bons negócios e serem influentes em vários aspectos de suas vidas.  Como as técnicas de negociação não são percebidas com tanta facilidade, é muito comum que as pessoas acreditem que negociar é algo natural. Por isso, o primeiro passo para desenvolver essa competência é justamente conhecê-las. Entre as ferramentas eficientes para se tornar uma pessoa mais influente, os gatilhos mentais são muito utilizados pelos grandes negociadores. O cofundador da Conquer, Hendel Favarin, revelou 4 gatilhos que você precisa saber para chegar mais vezes ao sim.  

Os gatilhos mentais, também conhecidos como princípios fundamentais da persuasão, ficaram conhecidos com o livro “As Armas da Persuasão”, do psicólogo Robert B. Cialdini.  Ao conhecer os princípios e colocá-los em prática nas suas negociações, você consegue persuadir a outra pessoa ao longo da negociação e, assim, chegar até o seu objetivo.

Por que aprender a negociar vai ajudar na sua carreira?

Dentro das nossas relações, estamos constantemente criando e expondo argumentos. Por isso, os bons negociadores se destacam justamente pelo seu poder de convencimento ao apresentar suas ideias.  Quando existe um conflito de opiniões no seu ambiente de trabalho, por exemplo, saber negociar é fundamental para expor o seu ponto e ainda chegar em uma solução que atenda às expectativas de todas as partes.  Agora, se você trabalha na área comercial, não precisamos nem dizer que é a habilidade de negociar é imprescindível, não é mesmo? Ao longo da venda, você estabelece uma relação com o seu cliente e as técnicas de negociação podem facilitar muito esse processo.  Independente da sua área de atuação, a habilidade em negociação é apontada como uma das 10 que todo o profissional deve desenvolver para o futuro. Então, se você não quer ficar para trás no mercado de trabalho, essa é a próxima habilidade que você deve desenvolver.

Como ser um negociador à la Harvey Specter

É da série Suits que surge um dos principais exemplos de negociadores: Harvey Specter. Ao longo da série, Specter dá verdadeiras aulas de negociação e mostra como ser um excelente negociador.  Se você já viu a série, vale a pena ver as 3 lições de Harvey Specter para uma negociação de sucesso. Caso você ainda não tenha visto, fica como uma dica para a próxima maratona na Netflix.  “A única vez em que o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário” - Harvey Specter Para se tornar um profissional mais influente, que consegue administrar conflitos e ainda usar a persuasão a seu favor, existem algumas dicas importantes.  O primeiro passo é entender que o processo de negociação deve ser estratégico, exige planejamento e a aplicação dos métodos adequados. Muitas técnicas de negociação já foram testadas e comprovadas, então elas podem fazer toda a diferença na sua sua venda ou negociação.  

Aumentar o poder de convencimento e aprimorar a habilidade de persuasão são tarefas de todo o profissional que quer se destacar no mercado. Afinal, desenvolver a habilidade de negociação não é um desafio exclusivo dos profissionais de vendas. 


Por Escola Conquer


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  • Caroline Todeschini

A velocidade com que tudo vem acontecendo e modificando os processos e cenários de trabalho nesses últimos meses é de uma maneira gigantesca. Metas que se tinha para daqui 6 meses, um ano, passaram a ser repensadas para logo.

E com essa urgência as competências comportamentais estão sendo vistas de maneira diferente. Muitos recrutadores quando olham para um currículo ou numa entrevista de emprego, atualmente, estão procurando saber o que esse profissional fez nos últimos meses, como a situação mundial atual lhe impactou e como ele está gerenciando as mudanças.

Qual a postura dos profissionais frente ao que está acontecendo? Ficar em segurança e esperar a “tempestade passar”, ou seja, a pandemia passar. Estão congelados com a situação e não conseguem ter perspectivas futuras? Estão buscando fontes seguras de informação, conteúdo, estratégias e aperfeiçoamento para que muitos possam sobreviver e se fortalecer coletivamente?

Com todas as mudanças que estamos vivenciando em diversos cenários, as competências comportamentais estão sendo cada vez mais valorizadas. Muitas coisas se modificaram e vão seguir mudando com uma velocidade cada vez maior. E você, está pronto para essa “maratona”?

Competências como: Adaptabilidade, Resiliência, Flexibilidade, Colaboração, Comunicação, Criatividade, Empatia, estão no radar dos recrutadores, pois estão associadas a uma postura que potencializa um resultado diferenciado.

“É fundamental que o profissional que está desempregado aproveite para aprimorar suas competências técnicas e comportamentais, pois isso será valorizando no momento da entrevista de emprego”,

explica Bruno Barreto (Especialista em Recrutamento e Headhunter na Robert Half), ao destacar que “aqueles que tiverem usufruído do período desafiador para o aperfeiçoamento profissional levarão vantagem nos processos de seleção”.

Sabemos que um diploma não significa mais sinônimo de destaque pois se tornou algo comum, um currículo vai mostrar apenas suas competências técnicas, o que não se torna diferenciais num processo de seleção, mas a tua conduta e atitude que expressam as tuas competências comportamentais, podem fazer com que o recrutador (ou gestor) lhe olhe de forma diferente, colocando em destaque os seus diferenciais.

As hard skills, se expressam facilmente em um currículo, pois são competências tangíveis, adquiridas por meio de formação acadêmica, da educação formal e da experiência no mercado de trabalho. A empregabilidade exige mais do que isso, atualmente os currículos estão perdendo a força de ser entregues fisicamente, ganhando espaço nas plataformas de recrutamento, e dependendo da vaga que se procura precisamos estar atentos em desenvolver nossas competências técnicas e comportamentais além de cuidar da nossa imagem, inclusive nas redes sociais.

A soft skills, ou competências comportamentais, são competências relacionadas com o “saber ser”, nos fala da capacidade com que as pessoas se conectam, se relacionam e interagem uma com as outras e na sua atitude perante os desafios do trabalho. A atitude passou a ser um diferencial nos profissionais, em muitas áreas, até mais importantes do que o conhecimento técnico. Se isto é verdade hoje, será ainda mais no futuro!

O mercado de trabalho atual nos apresenta uma Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade que obriga a nos reinventarmos com agilidade, este, necessita de profissionais atualizados e conscientes de sua realidade, que esteja buscando constantemente desenvolver suas competências técnicas e comportamentais, e isso, inicia-se com a reflexão e consciência dessa importância. Somente esse profissional é capaz de atuar em qualquer ambiente organizacional, proporcionando mudança e visão renovada.

O mercado exige dos profissionais constantes mudanças e atualização das suas competências exigindo uma preparação para exercer novas funções, em novos segmentos, caso contrário será considerado ultrapassado e sem valor para o mercado de trabalho.

E você, vai continuar parado ou vai buscar se inovar?

Artigo escrito pela psicóloga Giani Bueno


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