• Caroline Todeschini

Eventos virtuais vão dobrar em 2021, diz LinkedIn

Realidade imposta em 2020, eventos virtuais atraem público e orçamento das empresas


Em uma pesquisa realizada com 200 organizadores de eventos B2B no Brasil, o LinkedIn constatou que os eventos virtuais vieram para ficar, não só pela impossibilidade de realizá-los ainda este ano, mas também por representarem um produto com maior ROI e retorno positivo do público.


O estudo “Eventos virtuais: uma nova realidade” projeta que este ano, os eventos virtuais vão dobrar em quantidade. Dos entrevistados, 83% diz que continuará organizando tais ações nos próximos doze meses ou mais. Em 2020, 85% realizaram webinars, palestras e demais formatos de eventos virtuais. O número de organizadores com foco apenas em eventos virtuais aumentou oito vezes. O estudo será apresentado pelo LinkedIn nesta segunda-feira, 8, primeiro dia do CMO Summit.


Cerca de 93% acredita que eles devem continuar a acontecer no futuro, 85% quer organizar eventos híbridos no futuro e 84% mudou seu conceito de “evento de sucesso”. Mesmo com a volta à normalidade, 26,5% dos eventos serão híbridos (presenciais, mas com streaming virtual).


Esse envolvimento do mercado tem justificativas práticas e orçamentárias. Cerca de 90% afirma que tal empreendimento trouxe oportunidades inexistentes no formato presencial. O ROI se mostrou maior do que os eventos físicos para 79% dos entrevistados.

Houve, também, realocação do investimento. Dos organizadores, 56% teve corte no orçamento e 42% acredita que os eventos virtuais estão sendo realizados de forma mais econômica. O que restou do orçamento foi destinado, em maior parte, para a qualidade do conteúdo e investimento publicitário. Cerca de 54% priorizou o orçamento restante no desenvolvimento de conteúdo.


De acordo com o relatório, conteúdo e a publicidade continuam dominando em termos de priorização da alocação de tempo e recursos. Em 2021, 12% do orçamento será destinado à táticas de marketing digital para promoção de eventos em 2021. O investimento em marketing será distribuído em: mídia digital em redes sociais (26,5%), mídias tradicionais (20%), marketing digital em buscadores (16%), eventos virtuais (12,5%), marketing digital em vídeos e dispositivos móveis (12%), eventos físicos (8%), e demais custos como pesquisa, deslocamento e administração (5%).


Na realização dos eventos, os organizadores esperam que a experiência crie engajamento entre o público (37%) e agregue credibilidade (32%). Dos entrevistados, 22% prioriza a relevância para o público como uma métrica fundamental para o sucesso.

Para o público, o modelo online também tem repercussão positiva. De acordo com o LinkedIn, a maioria dos profissionais do Brasil preferem eventos virtuais porque, assim, não são afetados pela pandemia, o formato tem bom custo-benefício e leva o conteúdo a um público mais amplo.



Fonte: Site Meio&Mensagem

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